Black Bombaim & Peter Brötzmann + Scuru Fitchádu

S02, quarta-feira 25/10, 21h30 -00h00

Uma sessão toda dedicada à descoberta de novas identidades, sons exploratório e caminhos desconhecidos com Black Bombaim & Peter Brotzmann e Scúru Fitchádu.

Black Bombaim & Peter Brötzmann

A colaboração entre a banda de stoner rock psicadélico Black Bombaim e o saxofonista tenor Peter Brötzmann, um dos fundadores do free jazz europeu, surgiu de um desafio lançado pelo programador do Festival Rescaldo em 2016. Improvável apenas aos olhos de alguns, estas colaborações não são novidade para nenhum dos artistas: os Black Bombaim já tinham colaborado com outros saxofonistas de jazz como Rodrigo Amado ou Steve Mackay, e o fascínio de Peter Brötzmann por outras sonoridades que não as jazzísticas levou-o a colaborações com artistas que o aproximaram de outros géneros como o rock ou o noise, destacando-se a colaboração com o grupo Public Image Ltd e a sua participação enquanto membro dos Last Exit.

No espaço de três dias, o saxofonista alemão e o trio barcelense conheceram-se, ensaiaram pela primeira vez, deram dois concertos e gravaram nos Estúdios Sá da Bandeira um disco homónimo que fixa a colaboração Black Bombaim & Peter Brötzmann (2016), editado pela Shhpuma e Lovers & Lollypops. Considerado um dos discos de 2016 por publicações como The Wire e Stereogum, o álbum resultou num jogo de perguntas e respostas entre o saxofone e o instrumental baixo-guitarra-bateria dos Black Bombaim, baseado na livre improvisação, gerando uma sonoridade visceral que quebra quaisquer barreiras sónicas que pudessem existir entre o free jazz e o rock psicadélico.  



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Scúru Fitchádu

Scúru Fitchádu (escuro cerrado em crioulo cabo-verdiano) é o projecto a solo do produtor cabo-verdiano Marcus Veiga, a.k.a Sette Sujidade, nascido em 2015 em Almada. O primeiro EP saiu em 2016, auto-intitulado de Scúru Fitchádu.



Com influências que vão desde Bitoria nha Bibinha a The Prodigy ou Ratos no Porão, o produtor combina os ritmos do funaná com a electrónica lo-fi e dissonante, orientando-se pela estética e a linguagem do punk e hardcore, facilmente reconhecida no ritmo cinético da batida e na intensidade vocal. Como se esta mescla não fosse suficiente para fazer de Scúru Fitchádu algo inédito, a concertina, instrumento central no funaná, assume também neste projecto as vezes da guitarra no punk, através de progressões harmónicas aceleradas, acompanhando um ferro que funciona como uma espécie de metrónomo que acentua o número de batidas por minuto.



Scúru Fitchádu é punk e sujidade pura.





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bilhete sessão: 15€

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bilhete diário: 50€

S02 + S03 + S04

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LONE + Caroline Lethô

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